O interesse por cosméticos sustentáveis tem aumentado ao longo dos anos, desde a escolha dos cosméticos, embalagens e processos de produção tendo um grande impacto sobre o meio ambiente. Estes cosméticos são classificados por agências reguladoras em diferentes categorias, agregando vantagens ao produto e aumentando a demanda por parte dos consumidores. No entanto, não existe uma harmonização nas diretrizes destes órgãos de certificação e cada indústria cosmética formula seu produto e embalagem de uma forma mais racional, levando a menos danos ao meio ambiente. Muitos cosméticos naturais têm cosméticos naturais na formulação que executam uma função biológica específica, porém estes cosméticos devem ser avaliados quanto a sua eficácia e toxicidade. O objetivo deste artigo é abordar a sustentabilidade, cosméticos naturais e orgânicos, considerando os aspectos regulatórios, do consumidor e os aspectos de eficácia e toxicológicos.
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De acordo com o relatório publicado pelo Worldwide Fund for Nature (WWF), a demanda humana sobre os ecossistemas do planeta ultrapassa a capacidade biológica da Terra desde o final dos anos 80. Em suma, as pessoas estão desperdiçando recursos naturais a uma taxa maior do que a natureza pode realmente regenerar. O relatório conclui que “(…) estamos vivendo mais do que nossas possibilidades, e as escolhas que fizermos hoje definirão as chances de nossa próxima geração” (WWF, 2008). É necessário desenvolver a sustentabilidade, para que possamos garantir recursos adequados para a sobrevivência das gerações futuras.
Sustentabilidade, palavra cada vez mais utilizada pela maioria das indústrias, tem sido responsável pela mudança no comportamento de consumidores e empresas, levando a novos rumos para o desenvolvimento de matérias-primas e cosméticos, meio ambiente, pessoas e gestão de resíduos, melhorando a aplicação dos recursos energéticos e o comportamento do consumidor.