Tudo isso pode parecer rebuscado e improvável, mas a natureza das mutações genéticas em patógenos torna isso uma certeza evolutiva. Não é uma questão de se isso pode acontecer novamente, mas quando.
Uma infraestrutura global preparada para desenvolver rapidamente novas vacinas para novas ameaças é urgentemente necessária. Mas, enquanto isso, uma das nossas melhores defesas para evitar que esses tipos de surtos se transformem em pandemias é a expansão contínua dos programas globais de vacinação. Isso não apenas ajuda a manter as doenças infecciosas existentes sob controle, como também fornece a infraestrutura para uma atenção primária à saúde mais forte e abrangente, que é a base para uma vigilância aprimorada de doenças. Isso é particularmente necessário em áreas onde vivem populações vulneráveis, onde o risco de surtos pode ser maior.
Portanto, não só precisaremos sempre de vacinas — e de fortes programas nacionais de imunização, mesmo para as doenças que parecem estar em declínio — mas elas também constituem, sem dúvida, a parte mais importante da nossa armadura para proteger o mundo contra novas ameaças à segurança sanitária global.
Novas estimativas da OMS e da UNICEF sugerem que os países de baixa renda estão protegendo mais pessoas contra mais doenças do que nunca, mas algumas crianças ainda estão de fora.
Todos os anos, a Organização Mundial da Saúde e a UNICEF divulgam um conjunto de números que oferecem uma visão poderosa da saúde das crianças do mundo.
Conhecido como Estimativas da OMS/UNICEF sobre a Cobertura Nacional de Imunização (ou WUENIC, para abreviar), esse conjunto de dados nos diz quantas crianças ao redor do mundo estão sendo protegidas contra doenças mortais, mas evitáveis, como sarampo, tétano e poliomielite.