Aproximadamente 8% das mulheres com enxaqueca apresentam crises de enxaqueca exclusivamente relacionadas à menstruação, denominadas enxaqueca menstrual pura. Se a terapia medicamentosa aguda otimizada não for suficiente para essas pacientes, deve-se considerar o início do tratamento preventivo perimenstrual. Essa abordagem normalmente envolve a ingestão diária de um AINE de ação prolongada (por exemplo, naproxeno) ou triptano (por exemplo, frovatriptano ou naratriptano) por 5 dias, começando 2 dias antes do primeiro dia esperado da menstruação. Algumas mulheres com enxaqueca menstrual pura sem aura se beneficiam do uso contínuo (ou seja, sem interrupção) de anticoncepcionais hormonais combinados. Em contraste, os anticoncepcionais hormonais combinados são contraindicados em mulheres com enxaqueca com aura, independentemente de qualquer associação com seu ciclo menstrual, devido a um aumento associado no risco de acidente vascular cerebral.
Recomendações – Em pacientes com enxaqueca aparentemente de início tardio, suspeite de uma causa subjacente.
Em pessoas mais velhas, considere os maiores riscos de cefaleia secundária, comorbidades e eventos adversos com a idade avançada.
Em crianças e adolescentes com enxaqueca, o repouso na cama pode ser suficiente; caso contrário, use ibuprofeno para tratamento agudo e propranolol, amitriptilina ou topiramato para prevenção.
Em mulheres grávidas ou amamentando, use paracetamol para tratamento agudo e evite medicação preventiva sempre que possível.
Em mulheres com enxaqueca menstrual, considere terapia preventiva perimenstrual com um AINE de ação prolongada ou triptano.